comopagardividas-casa-habitacaoEsta é a segunda parte de uma série de dicas para o ajudar a ter alguma folga no seu orçamento mensal. Caso esteja a vê-las pela primeira vez veja “Dicas práticas para baixar a prestação do crédito habitação – Parte 1”.

1.       Credito consolidado

                Chama-se crédito consolidado quando se juntam todas as prestações num único crédito. A grande vantagem é que o valor mensal que vai pagar é menor que a soma de todas as prestações que tinha antes. Mas este tipo de empréstimo acarreta uma grande desvantagem com qual nem todas as pessoas se preocupa – os juros elevados. É verdade, apesar das prestações mensais serem reduzidas, o montante que vai pagar em juros é mais elevado do que pagaria antes. O que acontece é que demorará muito mais tempo para pagar o total dos empréstimos que contraiu.

                Apesar das desvantagens enunciadas acima, o credito consolidado pode ser a única opção em algumas situações. Caso esteja a ponderar avançar verifique se não existe mesmo outra hipótese.

2.       As amortizações

                Quando tem uma folga no orçamento mensal, o que faz com o dinheiro que sobre? Coloca numa conta poupança ou gasta-o sem pensar duas vezes? A proposta que lhe fazemos é aproveitar esse dinheiro para amortizar o crédito habitação. Pode achar que não será esse valor que fará a diferença, mas a verdade é que é pouco a pouco que tudo se consegue, pelo que é sempre bom amortizar. Além disso, com o tempo, a amortização fará baixar o valor das prestações mensais.

                Agora é preciso ter um ponto em atenção. Nem todos os contratos têm boas condições ao nível da amortização. Em alguns há custos envolvidos e noutros não é sequer possível fazê-lo. Por isso, antes de avançar com a decisão leia o contrato novamente e veja se o sacrifício o vai beneficiar.

                Caso não seja bom para si, opte por fazer uma pequena poupança em lugar de gastar o dinheiro. Quem sabe não poderá ir de férias com esse pequeno “mealheiro”?

como-pagar-dividas-credito-habitacaoComo sabemos que o crédito habitação é aquele que mais “pesa” no orçamento mensal das famílias portuguesas, elaboramos uma série de dicas que o podem ajudar a conseguir baixar as prestações mensais. Não são fórmulas mágicas, mas sim conselhos práticos que podem fazer a diferença:

  1. Pagar sempre todas as prestações

    A relação que mantemos com o banco é uma ralação de confiança. Se mostrar ser uma pessoa de confiança será mais provável que tenha certos benefícios. Ora, para que confiem em si é necessário que seja fiel aos seus compromissos e pague as prestações atempadamente todos os meses – sem exceção! Só assim poderá “dar um jeitinho” mais tarde para talvez conseguir baixar as prestações.

  1. A renegociação

    Imaginemos que está com dificuldades financeiras e precisa mesmo que a prestação mensal seja ajustada à sua nova realidade. Apesar de em outras alturas os bancos se recusarem a renegociar as dívidas, atualmente é mais fácil conseguir isso. O motivo é simples: eles preferem que pague menos mensalmente do que deixe totalmente de pagar pois o processo seria muito mais complicado para ambas as partes.

    Mas, para conseguir isto é preciso ser capaz de mostrar que realmente não tem capacidade para suportar as prestações atuais e, claro, é preciso que tenha um bom racionamento com o seu banco.

  1. Analisar outras propostas

    Nunca lhe passou pela cabeça mudar de banco? Pode parecer uma solução um pouco radical, mas por vezes é mesmo benéfica para o cliente. Veja as propostas que estão a oferecer e peça para analisarem a sua situação. Tenha em atenção de ver todos os pontos do contrato e verificar se aquilo que lhe propõe continua vantajoso a longo prazo. A chave é fazer uma boa pesquisa e ter em conta todas as propostas disponíveis.

    Num próximo artigo iremos abordar temas como a amortização e a consolidação do crédito. Não perca!

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Todo final de ano vem as mesmas dúvidas: como utilizar de maneira adequada o décimo terceiro salário?

Estamos em Setembro e a preocupação já está presente. É evidente que o valor do décimo terceiro para milhões de brasileiros não é um montante expressivo que permita fazer tudo. Com pouco ou muito dinheiro o trabalhador terá que fazer escolhas. Eu poderia indicar aplicar o dinheiro em Fundos de Investimentos ou ainda em Certificados de Depósito Bancário ou até mesmo na caderneta de poupança. Poderia ainda indicar gastar em uma viagem, enfim, realizar um sonho de consumo. Serei racional o prático.

Proponho que você inicie o ano sem dívidas. Isso mesmo. Começar o mês de Janeiro sem nenhuma pendência deste ano. O salário de Janeiro seria para pagar as contas de Janeiro e não as remanescentes de Novembro e Dezembro deste ano.

Para isso é preciso disciplina. Separe uma parte do dinheiro para a festa de final de ano. Limite os gastos com presentes. Parta para as famosas lembrancinhas. Utilize cada valor recebido até o final de ano para cobrir pendências. Caso esteja utilizando o limite do cartão de crédito ou a fatura está elevada, comece a gastar menos a partir de agora até que o valor mensal caiba em orçamento. Também priorize a cobertura do cheque especial.

Reúna a família e diga de seu propósito em zerar as contas. Estabeleça regras de gastos e metas de economia. Comece pelo gasto com comunicação. Racionalize o uso do celular forçando a redução do valor da conta. Faça isso também com as demais despesas da casa. Peça a todos da família que comprem roupas ou sapatos somente para reposição. Nada de comprar um bem que será mais um entre muitos já existentes.

Tente diminuir os gastos com transporte. Faça ainda um esforço em economizar no supermercado, evitando os supérfluos. Enfim, se deseja efetivamente iniciar o ano sem dívidas não é preciso esperar o décimo terceiro chegar. Na prática o décimo terceiro deve vir para ajudar a entrar o ano sem preocupações com compromissos não honrados. Controlar as finanças do lar é sinônimo de qualidade de vida. Seja proativo e não espere o final de ano chegar. Você deve ser o piloto de sua vida financeira.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, presidente da Acib e articulista do JC
Fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=215185

A procura por crédito fácil é enorme hoje em dia. Muitas famílias estão totalmente endividadas, possuindo além do crédito da casa, inúmeros créditos pessoais de todas as empresas que lhos concederam. A juntar a tudo isto ainda usam e abusam dos cartões de crédito, uma vez que esse é o tipo de crédito mais fácil e rápido de obter.

O problema é que quando pegam no cartão para pagar as suas contas, muitas pessoas não medem o que gastam.

O facto de não verem o dinheiro na mão fá-las gastar descontroladamente e sem fazer sequer conta dos diversos gastos. Simplesmente pensam que no final do mês o problema se há-de resolver. O problema é que, apesar dos gastos aumentarem, o salário não estica e acaba é por ficar mais pequeno devido a todas as prestações que precisam de pagar mensalmente. Quando o ponto de endividamento já chegou ao limite e é necessário tomar medidas, uma das grandes dificuldades é largar os cartões.

Aquele velho hábito de ter tudo ao alcance e não ter que esperar para ver os seus desejos realizados dá lugar à necessidade de “contar os tostões” e juntar dinheiro para comprar bens mais dispendiosos. Ou simplesmente para que o dinheiro chegue até ao final do mês sem ser necessário recorrer a créditos para pagar as despesas.

O truque está em ser capaz de não gastar mais do que aquilo que se ganha. Ao início pode parecer uma ideia do século passado, em termos da mentalidade actual se obter tudo de forma imediata. Mas a verdade é que essa é a melhor forma de manter a estabilidade financeira de uma família e, com o tempo, ser capaz de juntar algumas poupanças.

Se não começar, nunca será capaz de superar esse tipo de atitude consumista e pagar as suas dívidas de vez. E a forma mais fácil de o fazer é livrar-se de vez dos cartões de crédito.

Não Seja Enganado Por Esquemas!

Não é só o estado português que está em dificuldades financeiras, as famílias são aquelas que mais sofrem com problemas de endividamento e dificuldades em resolver os inúmeros problemas financeiros que só têm visto se agravarem nos últimos tempos.

Muitos já se encontram num estado tão grave que nem os apoios existentes podem ser uma ajuda. E acabam por ver nas falsas promessas que se encontram espalhadas por toda a parte uma luz ao fundo do túnel. Mas a realidade é que essa luz não é a saída, é sim a entrada numa situação ainda mais complicada do que a que têm vivido.

Quando estamos mais em baixo é quando somos mais influenciados pela propaganda e nessa altura nem temos a capacidade fazer julgamentos correctos sobre aquilo que nos é dito. Um bom exemplo disso é a quantidade de pesquisas feitas na área dos empréstimos. Por exemplo, mais de 14 mil pessoas pesquisam mensalmente por “empréstimos online” e grande parte deixa-se enganar por esquemas maliciosos cujo único objectivo é lucrar com a desgraça de outros. Claro que existem instituições sérias a trabalhar nessa área. Mas muitos apenas se aproveitam das dificuldades que se vivem actualmente.

Outro exemplo clássico são os classificados de jornais. Quantas vezes já não lemos os seus títulos “precisa de dinheiro já?” E por muito bom olho que tenhamos, é sempre difícil resistir a todas as investidas de quem diz que irá solucionar todos os nossos problemas.

Mas a verdade é que a solução está muito mais próxima do que parece, a solução passa por mudanças na nossa atitude, no nosso estilo de vida. Um dos aspectos mais importantes para acabar com as dívidas é admitir que tem um problema, que é real e precisa ser resolvido. E não é escondendo esse problema que ele se irá solucionar.

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